Pobre é uma pessoa que tem muitas necessidades,

Pobreza é aquilo que faz do pobre um miserável.

Tanto um quanto o outro existem há séculos e sempre existirá, todavia o aumento do pobre e o crescimento orbitante da pobreza é uma questão de ordem social.

O crescimento da pobreza se deu pelo aparecimento absurdo do descaso social, da falta de responsabilidade política, da corrupção desenfreada e principalmente pelo aumento do individualismo daquelas pessoas que têm medo de perder o que tem e até o que pensa ter, por isso não partilham.

Não precisamos partilhar apenas os frutos de nosso trabalho, nem apenas aquilo que ganhamos, mas a partilha deverá ser sempre de nossos sentimentos, nosso amor e nossa paz.

Partilhando sentimentos, diminui o individualismos e o medo da pobreza.

Nos trabalhos da Fundação Antonio Brunno, tive o privilégio de conhecer muitas coisas, mas uma das coisas que não tenho nenhuma honra de ter conhecido, foi um pobre vivendo numa extrema pobreza. Todavia até isso, nos é como sinal de vida e caminhada nova, onde tiramos exemplos e de onde colhemos recursos a nossa vida cristã.

Conheci a pobreza em várias pessoas, aliás em quase todos os pacientes da Fundação Antonio Brunno. A extrema pobreza conheci em alguns, e os pobres tive o privilégio de conhecer e ter-los como irmãos. O que a mim foi uma verdadeira felicidade e motivo de crescimento.

Como pobreza posso citar várias situações, especialmente a dor de uma pessoa sem ter nada ( absolutamente nada ) e ainda estar com câncer longe de casa e sem apoio dos órgãos públicos. Conheci a pobreza revestida de sofrimento e dor, personificada numa família de Itaipava do Grajaú com uma filhinha de um aninho em óbito, sem ter nada e nenhuma condição pra voltar pra casa. E ao ligarmos pra prefeitura e esta dizer que não podia ajudar, mas que ia ajudar pagando três meses que estava atrasado do TFD. “Pobre miserável prefeitura, que tem coragem de tirar do pobre numa hora de dor, medo, angústia e aflição.”

Paciente: Ana Beatriz

Pai: João da Silva Mãe: Catarina Arruda

TFD – Tratamento Fora do Domicílio. Isso é um recurso que o POBRE tem, e que é obrigação das prefeituras destinar este valor, para os pacientes se tratarem em outros domicílios. As prefeituras que ajudam, ainda ajudam errado, pois não dão os valores de forma sequenciada, as vezes pagam o TFD um mês e outros não. Agora, quando o paciente é amigo de algum político, aí sim, o paciente recebe na íntegra o valor, e ainda recebe ajuda de custo para se manter na capital. Temos nesta hora, dois pesos e duas medidas, entendemos aí que há prefeituras roubando o direito do pobre, pois é direito do pobre receber TFD sem importar se é ou não amigo do prefeito, se conhece ou não alguém que amigo do prefeito.

Vejo os sentimentos se misturarem, e não sei quem mais pobre, se o pobre que sofre a dor da pobreza, ou se as autoridade constituídas que lançam mão daquilo que pertence ao pobre que sofre a dor de um câncer por exemplo.

Vejo nesta dinâmica que o pobre é apenas pobre, enquanto os governantes não passam de miseráveis roubando aquilo que pertence ao pobre.

Como admitir, ricos miseráveis roubando do pobre? Como podemos aceitar, alguém tirar do pobre o direito a saúde, o direito de levar o corpo de seu ente querido depois de ter sofrido lastimavelmente a dor do câncer e do abandono? Como aceitar prefeituras esquecerem de seus enfermos numa casa de apoio enquanto estes morem por falta de apoio? Como aceitar por exemplo, um paciente ficar mais de vinte dias esperando um remédio ( quimioterapia) e não tomar simplesmente porque o governo não libera para o hospital, e como entender o hospital não denunciar, não gritar, não se envolver em favor do pobre, preferindo esperar pelo óbito do pobre? Falo de nosso paciente Tomé, que já estar com mais de vinte dias sem tomar qui, depois de já ter iniciado o tratamento o hospital simplesmente diz não ter e que deve o paciente esperar… esperar pela morte? Pois não justifica e nem dar prazo.”

Vemos, conhecemos, mas não aceitamos situações cretinas, de cretinos governantes que podendo não ajudam e quando ajudam cobram e quando cobram estão roubando, tolindo o direito dos outros. Como conviver com pessoas enricando ás custas da dor do câncer, como entender autoridades insensíveis a uma doença e a um caso tão grave como estar longe de casa com câncer e sem apoio e sem ter como pagar um táxi, um lanche, um crédito em celular uma balinha. Como entender que todos os governantes sabem e fazem e vivem como se nada estivesse acontecendo, e continuam, a usar, usufruírem e sugar cada centavo dos pobres pacientes oncológicos. Miseráveis governantes que ainda vão para TV numa propaganda eleitoral listando o que fez em quatro anos e nestes quatro anos não conseguiu salvar o hospital do câncer. E o pior, ainda se reelege, e se reelege por falta de nomes capaz de surpreender e assim a desgraça política vai se perpetuando e de quatro em quatro anos vemos as coisas cada vez piores e não se quer uma luz no fim do túnel.

Como podemos entender uma prefeitura não pagar o TFD, como conviver com o descaso social numa hora de dor? E se a prefeitura não paga aquilo que é devido pagar, pra onde vai o dinheiro que serviu para o TFD? Se uma determinada prefeitura tem 50 pacientes oncológico e por nenhum ela faz nada quando devia pagar pelo menos o TFD, e se não paga, como fica?

Vejo aqui na Fundação Antono Brunno a pobreza marcando presença na dor das pessoas que precisam de um exame para fazer uma cirurgia de emergência, e ao chegar no SUS ver o exame marcado para três meses depois da data da cirurgia. Sinto nesta hora, o desprazer de conhecer a pobreza uma vez que ela maltrata, mas, sinto vergonha de saber que a pobreza bate muito mais contundentemente nos órgãos públicos que sem piedade deixam o pobre sem resposta ou a mercê da vida ou da morte sobre os critérios de um milagre ou do avanço de uma enfermidade que não estaciona, não espera, mas migra. Vejo alguns órgãos públicos (especialmente prefeituras) muito mais pobre que a própria pobreza, pois podendo não ajudam. Podendo, não cumprem com as obrigações e ainda excluem.

Quem mais exclui, sem a menor dúvida, são os órgão públicos, quando não fazem o papel de estar a serviço do público e quando usam de dois pesos e duas medidas.”

As prefeituras excluem os pobres de seus próprios direitos…

Excluir os pobres ao direito em remédio, a uma passagem e a um valor mínimo para se manterem na capital durante seu tratamento, é uma miséria provada pelas prefeitura; que se tornam promotoras das piores exclusões… Vejo o povo nas ruas, uns defendendo DILMA, outros defendendo TEMER; pobre povo pobre que deviam ir ás ruas defenderem a moralidade, a legalidade do direito, o direito daqueles que são excluídos. Devíamos ir ás ruas lutar, por educação, trabalho, segurança e saúde, não por LULA, DILMA e TEMER.

Como entender, um paciente oncológico, saí do consultório médico com uma receita, e sem condições de comprar o remédio se dirige a farmácia do hospital para ouvir: Este medicamento só no próximo mês. E que desculpa mais louca, pois todos os medicamentos só tem no próximo mês, que próximo mês é este que nunca chega e que técnica imoral para dizer, não temos e nem vamos ter.

Como um paciente oncológico não ter acesso a remédio pra vômito e dor… Como justificar…Como esperar a noite de um paciente oncológico numa casa de apoio sem remédio pra vômito, como esperar um noite de um paciente oncológico sem remédio pra dor?

Vivendo os trabalhos na Fundação Antonio Brunno, meus olhos puderam contemplar a sua majestade a pobreza, sendo vivida de sua forma simples natural e naturalmente sendo partilhada entre outros pobres que compreendem que a vida é assim mesmo e que graças a Deus temos sempre alguém disposto a ajudar. Vi assim, Seu Nonato, vendo sua esposa morrendo, uma jovem de quarenta e seis anos com câncer pesando mais de cento e vinte quilos e se desmanchando em água de forma incompreensiva. Precisando levar-la pra casa mas de carro próprio não tinha quem quisesse levar por conta da água, por outro lado impossível de ônibus, restou uma opção: trem. Sem nenhum centavo no bolso, vi o casal esperar pela determinação de Deus que nos iluminou para ligarmos a uma pessoa de imperatriz que viabilizou o transporte por meio de uma ambulância. Meio de transporte tão difícil e raro.

Ilustríssima Sra. Desconhecida ambulância, que sempre que necessário nunca aparece; isso muito mais rara quando precisamos dos interiores.” Não entendemos e nem queremos entender os motivos pelos quais uma prefeitura não libera uma ambulância para buscar um corpo aqui na capital.

Conheci a pobreza por meio do casal Seu Riba e D.Maria de Santa Luzia do Tide, vivendo a dor do câncer, viajando por conta própria, sem nenhum recursos para as viagens, e ainda ver seus benefícios cortados por que o médico do INSS viu em D. Maria um rosto saudável. Levado o atestado médico dizendo que ela está com CA, a perícia continua indeferindo seu benefício. E isso já há meses. Se ela está com saúde conforme os médicos do INSS apontam, porque o médico do Hospital do Câncer continua marcando exames e consultas a mais de dez meses? Isso é pobreza,onde vemos direitos sendo cortados e não podemos dizer nada, é só entender e continuar viajando por conta própria. Agora como viajar por conta, se o casal é pobre e vivem da roça?

Um dia, um determinado secretário, ao ser importunado por um paciente quando este lhe cobrava uma passagem para vim para a capital, o secretário teve uma ideia genial: Faça uma campanha, a comunidade vai ajudar e você vai receber dinheiro que ainda vai é sobrar. Pobre secretário miserável que vivi da miséria dos outros e ainda tira pra si aquilo que não lhe pertence. Como dar uma sugestão destas?

Pobreza mesmo é sabermos que temos um tal de TFD que não funciona, ninguém usufrui e muitos não sabem nem mesmo se tem direito. E os prefeitos acham isso uma beleza. Pobres prefeitos que roubam os pobres.

As prefeituras sabem que tem pacientes em São Luís, e sabem que eles estão em algum lugar; só não sabem é como estão.Sabem que eles precisam do TFD, só não sabem é pagar, sabem que eles podem estarem passando fome, só não sabem é se preocupar ou se envolverem.

Aqui, na Fundação Antonio Brunno, pude ver e conhecer os ricos pobres, dependendo dos pobres ricos prefeitos que jogam seus eleitores num hospital e nem quando estes estão em óbito tem o sentimento de mandar buscar. Talvez porque estes não votam mais.

Conheci a pobreza personificada em uma moradora de tutum, quebradeira de coco, sem nenhum recurso dizer que que nada tinha, mas possuía em seu curriculum um histórico de fome. Passar fome é simples é comum, vi muito meus filhos passando e muitas vezes botava eles pra dormir sedo antes que me pedisse o que comer. Nossa alimentação era sempre farinha, água, folha de cebola e pimenta; quando eu queria comer alguma coisa diferente, acordava seis da manhã, ia para o cocal, quebrava cinco litros de coco e trocava por: Sardinha, macarrão, farinha e uma pinga, Narra D. Fátima.

Sardinha com macarrão era a novidade na mesa da quebradeira de coco.

Tive a tristeza de conhecer a pobreza numa família de lago da pedra, que passou cinco anos de suas vidas sem ver uma cédula de dinheiro. A alimentação da família era aquilo que a roça produzia, carne era de caça, e roupa era mulambos que de vez enquanto alguém dava. Comiam manga verde cozida com farinha e vida que segue. A pior coisa não é viver na extrema pobreza, foi se encontrar com câncer, longe de casa e sem apoio da família, das autoridades. Narra o paciente.

Conhecer a pobreza nos outros tem lá seus mistérios, suas tristeza e alguns desabafos. É assim que tenho vivido, é assim que tento viver. Tento viver a pobreza nas pessoas que conhecemos na Fundação, tento me tornar como elas na esperança de minimizar seus sofrimentos e suas pobrezas; é assim que ouço histórias de mães de famílias dizerem que colocam os filhos pra dormir cedo só pra não ouvirem chorar de fome, foi assim que assistimos uma mãe chorar ao ver chegar na fundação uma doação de alguns pães. Perguntado porque o choro, a mãe diz:

Tanto pão aqui, e em minha casa meus filhos chorando de fome. E eu não posso fazer nada.

É aqui que vemos e convivemos com a pobreza, onde pudemos perceber um senhor comer sem parar, duas, três vezes e sem parar… só pensando que ao chegar em casa não ia ter aquilo pra comer.

Assim, vemos e convivemos com a pobreza, onde testemunhamos a maior delas, nas autoridades, cruéis, corruptas e sem coração, prefeituras e prefeitos cegarem e virarem as costas para aqueles que um dia o aplaudiram e deram um voto de confiança. Vemos aqui pobreza apontar como a maior pobreza a pobreza que assola os prefeitos e autoridades constituídas, a pobreza de sentimento, a pobreza de lealdade e do direito. Pobres autoridades que fazem do pobre um sofredor.

Conhecemos a pobreza de forma extraordinária na pessoa de D. Deuzuita de Água Preta, que ao chegar na fundação, numa noite de terça feira, depois de apresenta a casa, vai a mesa para sua primeira refeição sentada dos últimos sete dias. Apos a refeição a senhoria levanta, olha pra cima como quem queria fazer uma oração, e sem dizer nada apenas murmura: agora vou dormir…Chegou aqui com a roupa do corpo, triste, sofrida e sem a menor esperança de nada. Demos a ela presentes, chinelos, roupas alegria, amor, abraços e carinho. Demos a ela dignidade. A expressão de D. Deuzuíta, era de quem já sofria a décadas. Ficamos felizes quando depois de uma semana, numa reunião ela diz: Acho que não vou mais embora daqui…

Sem nada, sem família e sem ajuda de ninguém, não sabemos e as vezes nos emocionamos em imaginarmos como seria a vida de uma senhoras destas em uma de apoio que não desse a ela o que nós somos capazes de dar. Como seria desta senhora se ela não tivesse o que comer naquela noite, o que seria dela sem a Fundação Antonio Brunno.

D. Deuzuíta é a expressão da pobreza, é o retrato de um pobre que sofre. Mas, impressionante… É alegre, sorrir fácil e é muito legal conviver com ela. Ao ganhar um vidro de perfume se emociona e não sai do quarto se não perfumada, arrumada e cheia de graça, apesar de sofrer a pobreza e a dor do CA. Ainda assim, é capaz de a seu modo assistir todos os programas da Fundação e nas orações ficar atenta e demonstra alegria e felicidade…Como conhecer a riqueza numa pessoa tão pobre? Como desmembrar este mistério tão complicado: pobre rico… Ricos tão pobres.

QUANTO AO POBRE…

Ilmº Sr. O Pobre, que bom que te conheci.

Conhecer o pobre vivendo sua pobreza, foi uma verdadeira riqueza a mim. Como é bom conhecer pessoas tão interessantes, tão próximas de Deus e tão sábias; como os pobres.

Vi no pobre, a melhor oportunidade de se tocar Deus, viver e ajudar o pobre é uma ocasião que temos para tocar o coração do Senhor, é maravilhoso poder aprender com o pobre que além de pobre ainda analfabeto; aprender com os analfabeto é uma lição extraordinária de vida.

Vejo a vida do pobre, como a vida de quem tem tudo. Não tem dinheiro, mas tem dignidade. Não tem posses, mas não têm preocupações. Não tem recursos materiais, mas têm amor, não têm nada, mas sabem partilhar aquilo que têm.

Aqui na Fundação Antonio Brunno, conhecemos pessoa riquíssimas: Os pobres, que além de não terem nada e nenhuma condição pra nada, ainda sabem o que é felicidade, riem, contam histórias, falam de roça de alegria, e de paz. Falam de chuva e da falta que ela faz, falam do feijão e da alegria das primeira bajes quando nascem, rezam para chover e e pedem a Deus saúde. Estes ilustres acreditam, e querem continuar acreditando, são belos, são o máximo… Os pobres, de fato são filhos de Deus.

Viver com estes máximos, os pobres, nos alegra, eleva nossa alma, nos encanta e nos mostra que eles, os pobres, são de fato nossos mestres.

Meus amiguinhos e mestre, os pobres”(Antonio Brunno)

O pobre as vezes não liga pra pobreza, o pobre as vezes não vive a pobreza enquanto sentimento, o sentimento do pobre é nobreza, é prazer é riqueza. O pobre as vezes, não tem nada a ver com pobreza: Pobreza é miséria, é tristeza é dor é sofrimento. O pobre é riqueza, é alegria, é paz é viver. O pobre não se mistura com a pobreza, o pobre vivi, a pobreza mata; o pobre é dono de um reino, a pobreza é miserabilidade, o pobre canta, reza, luta vivi e faz viver; a pobreza é feia, curiosa, maldosa e maltrata. O pobre partilha, ajuda, sente; a pobreza não tem nada, não ajuda e não há o que partilhar.

O pobre é o homem que vivi como pobre e tem coragem de partilhar o pouco que lhe resta.

A pobreza são os órgão públicos, são as prefeituras são aqueles que tem coragem de roubar o pouco que o pobre possui.

Este partilhar do pobre é santo, é corajoso e amoroso, o pobre não tem medo de ficar sem nada, por isso sente a dor do outro. A riqueza do rico, tem medo de passar fome, tem medo de se tornar pobre, por isso não partilha, entesoura, amontoa, guarda até apodrecer, mas não partilha.

A primeira vez que tive a oportunidade de conhecer o pobre, foi em conversação com Antonio Brunno, que me dizia ser feliz em conhecer e em viver a situação dos mais necessitados.

Com o pobre estar a nobreza, a grandeza. Estar o amor de Deus. No rico estar o medo de ser pobre, a falta de caridade. Estar a estupidez de um estúpido que não sente a dor de quem mais precisa.” (Antonio Brunno).

A pessoa mais pobre que meu coração teve o privilégio em conhecer, foi D. Maria Jacob de Coroatá. Sem absolutamente nada, o esposo sem o que fazer, vivem de serviços de limpeza de rua e quintal de outros pobres que acabam por partilhar alguma coisa. Por último, para completar, ela aparece com câncer no colo do útero, longe de casa e sem um centavo no bolso. Sem o que comer e sem o que deixar para as criança, tiveram por obrigação de vim para capital em busca de tratamento. As crianças ficaram em casa de vizinhos e sobre a proteção de Deus, pois também o vizinho não tem recursos. Vieram pra passar um dois dias, tiveram que passar um mês e com o passar dos dias as coisas iam ficando difíceis ao casal. Analfabetos, vivendo uma extrema pobreza e com câncer, sem conhecer ninguém na capital, tímidos ao quadrado, sem coragem de enfrentar nenhuma situação… Como imaginar uma pessoa dessa sem apoio ? Vi neste casal a expressão exata da felicidade, riam, demonstravam alegria e diziam sempre: É assim mesmo, tudo vai passar, não temos o que fazer, mas Deus é tão bom que nos trouxe pra esta Fundação.

É nesta situação que a Fundação aparece a seus pacientes e acolhidos. A partir do momento que percebemos a necessidade, aí o problema deles também são nossos, aí é uma comunhão de sentimento e o amor acontece.

Os problemas daqueles que acolhemos, são problemas nossos, isso tem nos enriquecido de tal forma que passamos a sentir a presença de Deus em cada momento vivido na Fundação, nos emocionamos com cada doação que nos chega, e ainda atribuímos todo nosso sucesso à providencia do Senhor que tem o comando de todas as coisas em nossa instituição.”

Acolhemos D. Maria Jacob de forma ímpar, talvez de uma forma mais que especial. Acolhendo este casal, sem dúvidas, acolhemos Cristo.

Esta é a história do pobre e da pobreza.

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